13 de junho de 2013

Ford Mustang Hardtop 1966

Esse Poney pertence aos amigos Norberto e Raquel, (os mesmos que venderam aquele Fusca alemão) .
Os carros vieram junto com a mudança deles dos EUA para o Brasil. 
O Fusca praticamente não tinha nada para fazer, mas o Mustang precisava de um trato e foi para o estaleiro. Só que a demora foi bem maior do que o esperado (se isso acontece com carros seminovos, imagina com um desses). Mas agora está ficando pronto, só falta a tapeçaria. 
Ele está super-original, inclusive essa cor (Arcadian Blue para os americanos, mas aqui é o popular "azul calcinha"). 
E pelo que sei, tem até o conjunto de ferramentas originais. Quando ficar pronto teremos mais fotos.












7 de junho de 2013

Maverick GT 302 V8

Nessa rua, na qual há um oficina mecânica, já flagrei alguns carros interessantes, inclusive um irmão deste aqui.
Apesar de ser da primeira fase brasileira (1973 a 1976), como se vê no painel traseiro, lanternas finas etc., está com as faixas laterais do modelo de segunda fase, assim como o capô que está sendo instalado (essas entradas de ar só apareceram nesse ano). No geral está completo, só faltando estes detalhes da frente e a tapeçaria.
Infelizmente o brilho do vidro não permitiu fotografar o painel, que estava com uma instrumentação mais completa que a original.
Essas rodas são da época, uma imitação da americana Cragar S/S feitas pela Scorro (e outras fábricas menores) e eram conhecidas pelos nomes Tufão ou Palito (esse último usado para vários modelos de roda). 




2 de junho de 2013

Renault Alpine A110 e Willys-Interlagos

Estas também são do salão de antigos de 2011.

Dois irmãos muito parecidos e com histórico de sucessos. Foi o primeiro carro francês campeão mundial de rallye e chegou a ganhar o Rallye de Monte Carlo, onde disputou com o Ford Capri, Lancia Fúlvia, Alfa GTA e Porrsche 911, todos lendas dos rallyes!




     
   
O Interlagos era praticamente igual, diferenciando apenas no nicho do farol de milha (inexistente no nacional) e no painel traseiro, que no nosso tinha uma grade para melhorar a refrigeração, como pode-se ver nas fotos deste outro, fotografado na rua.
Também teve muitas vitórias aqui, sendo pilotado por grandes nomes Brasileiros, como  Emerson Fittipaldi e José Carlos Pace.


Este azul está com rodas do Escort XR3 1993, que descaracterizaram muito o carro.


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30 de maio de 2013

Jeep Willys M38

Estas fotos foram tiradas quando ele saiu da reforma, há poucos anos, e atualmente não está quase nada diferente.

O dono não sabe me dizer se é um CJ3B (civil) ou a versão M38 (militar). O Exército brasileiro usou os dois, sendo a versão CJ3b "militarizada". Mas eu sei que o farol de aproximação (que fica sobre o para-lama dianteiro direito, com abas para que a luz não seja vista por um reconhecimento aéreo) é original, assim como o Bujão de Gasolina preso no suporte traseiro ao lado do estepe e pelas fotos da reforma dá para ver que o chassis é reforçado, assim como a suspensão, características do militar. Lembro que nos anos 70-80 havia um ferro-velho aqui de São Paulo com vários desses vendidos pelo exército e era até barato comprar um que podia facilmente ser colocado para rodar. Talvez esse seja um deles.

           


Abaixo as fotos de uma fase da reforma. Pode parecer fundo de quintal, mas são extremamente cuidadosos e são especializados em Jeeps. 
Assunto para outra postagem.



O motor foi trocado por um GM 151 (opala 4 cilindros) principalmente pela facilidade de manutenção.



24 de maio de 2013

Maserati Bora 1977

Impossível ficar indiferente ao Tridente da casa de Bologna . Foi por isso que não tive dúvidas em parar o carro (e adiar uma atividade) para fotografar um carro que eu considero uma obra de arte e mecânica do mais alto nível.




Projetado por Giorgetto Giugiaro no mesmo ano que fundou a Italdesign, ainda um jovem, tem linhas harmoniosas e insinuantes, sempre remetendo a velocidade, como deve ser um puro-sangue.
Foi escolhido o nome de um vento violento e frio do norte europeu, e se pronuncia "Borá".


Parte do teto e as colunas dianteiras são em aço inox escovado, muito antes do DeLoren e com muito mais charme.





 

Seu motor V8 com duplo comando de válvulas no cabeçote e 4 carburadores duplos Weber 42 gera 320 CV e 49 m/kgf, números respeitáveis até hoje, 36 anos depois e que permitiam que atingisse 280 km/h.



Couro nos bancos, ar-condicionado, instrumentação completa.

Curiosamente o banco não se movimenta para a frente ou para trás. Os pedais e o volante é que são ajustáveis!


Alguém pode perguntar o que um carro maravilhoso e raro (foram feitos somente 530 Boras) como esse está fazendo nessa oficina simplória.
Mas essa oficina é a do Fininho, no Tatuapé, e vários colecionadores desses carros só confiam nele para fazer a manutenção, como por exemplo o dono dessa Ferrari 550 Maranelo, ou o dessa 308 GTS, ou o dessa Maserati Ghibli, o desse BMW 2000 CS ou ainda o desse Tudor 1933.

DeSoto Fireflite V8 Hemi 1955

Acredito que seja um dos carros mais raros que eu já fotografei. Pelo menos aqui no Brasil.
Não sei bem o motivo, mas por aqui os DeSotos nunca foram muito populares, no sentido de quantidade. Talvez a política de vendas da marca não se interesasse por nós.
Mas eram belos, confortáveis e com uma mecânica refinada e robusta.

 
Design do painel típico da época e muito bonito a meu ver.
Vinha com câmbio automático (Powerflite), Direção hidráulica e vidros verdes originais!



   
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Este tem um motor V8 alimentado por um "quadrijet" e com câmeras hemisféricas, que a Chrysler chamava de "Hemi", mas que não era invenção ou patente deles, apenas tinham a marca registrada desse nome. Nome sempre associado a alto desempenho


Ele lembra vários outros carros da época, mas é diferente de todos, com uma leveza incomum para o tamanho do carro.
   
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